No capítulo: “A prática educativa: unidades de análise” do livro: “A prática educativa: como ensinar”, publicado em 1998, Antoni Zabala expõe sua reflexão sobre educação com o objetivo de melhor a prática educativa. Ele começa seu texto problematizando a avaliação dentro das ciências humanas que é complexa devido ao fato de que a própria escolha dos itens em avaliação é uma escolha avaliativa, em contraposição às ciências naturais que tem modelos empíricos de avaliação – como a cura do paciente, ou a descrição satisfatória de um fenômeno físico. Sem resolver esse impasse, mas também sem esquecê-lo, Zabala busca uma “atuação profissional baseada no pensamento prático, mas com capacidade reflexiva.”
A partir da constatação de que as variáveis que configuram as práticas educativas são múltiplas e complexas, o autor centra os esforços na unidade da atividade/tarefa sem esquecer das seqüências didáticas que são compostas pelo encadeamentos das atividades/tarefas e integram-se em planejamento, aplicação e avaliação. Ele opta, depois de discutir as posições de outros autores, pela avaliação do seguintes tópicos: seqüências de atividade de ensino/aprendizagem, papel dos professores e alunos, organização social da aula, utilização dos espaços e do tempo, organização dos conteúdos, matérias curriculares e o sentido e o papel da avaliação.
Zabala contextualiza ainda a correlação entre as influências das fontes sociológicas, epistemológicas, psicológicas e didáticas na construção dos modelos teóricos de ensino, e o condicionamento desses modelos pelo contexto do que resulta a prática educativa. No decorrer do livro ele pretende discutir diversas variáveis metodológicas de modo a propiciar aos professores condições de vencer a inércia na educação.